Deixem a vossa marquinha *.*

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Capítulo 12 - Port Royal

Desta vez, tentaríamos ser apenas marinheiros normais, que acabavam de chegar a uma nova cidade, sem sermos entendidos como piratas. Colocámos a bandeira oficial da marinha no mastro. Guardei-a, pois sabia que um dia poderia vir a precisar dela. Alguns dos meus homens vestiram as fardas oficiais, para que não houvesse suspeitas. Pensei em vestir um vestido, mas não tinha nenhum, e não era grande adepta desse tipo de roupa feminina. Soltei o meu cabelo, ficando este ondulado devido à minha trança. Era noite cerrada, e estava lua cheia. Saí do meu camarote, e Jack estava à minha espera.
- O que foi agora? - perguntei-lhe eu.
- Pensei que estivesses mais feminina... - disse Jack olhando para o meu corpo.
- A farda não te fica bem! - ataquei-o.
- Sou mais irresistível com as minhas roupas normais! - exclamou.
- Para além de desprezível e presunçoso, és também convencido! - exclamei eu sorrindo. - Jack Nilton, não páras de me surpreender.
- Bem-vinda ao meu mundo querida! - exclamou.
Peguei no chapéu que fazia parte da farda e atirei-o, para que Jack se calasse.

Pisámos o areal da praia de Port Royal. A minha missão estava agora a começar. Eu ia à frente com o Sr. Thomas, Jack, Lyell e Marcus.
- Já te tentei imaginar-te de vestido, mas não consigo Jane! - disse Jack. - Tu és tão...
- Importa-se de calar Sr. Nilton? - ordenei-lhe eu.
- Peço desculpa, capitã. - disse Jack.
- Muito bem, todos sabem o que têm de fazer, certo? - perguntei virando-me para o resto da tripulação.
- Certo! - responderam todos.
- Lyell leva os homens ao centro da cidade. - ordenei-lhe eu. - Jack, Sr. Thomas e Marcus, venham comigo.

- Tens a certeza disto Jane? - perguntou-me o Sr. Thomas.
- Estamos nisto juntos ou não? - perguntei-lhe.
- Estamos Jane, desculpa. - disse o Sr. Thomas. - Apenas zelo para que nada de mal te aconteça.
- Eu sei que não é fácil para si Thomas, ver-me a pôr a minha própria vida em risco, mas eu quero fazer isto. - expliquei-lhe eu.


Chegámos ao centro da cidade de Port Royal. Havia imensos oficiais na rua, o que mostrava que era uma cidade bastante vigiada. Os meus homens já se tinham juntado aos outros, o que me deixou mais descansada. Eu, o Sr. Thomas, Jack e Marcus entrámos num dos bares e este estava cheio. Sem que eu dissesse mais alguma palavra Marcus entrgou-se ao prazer da bebida.
- Homens! - reclamei eu. Olhei para Jack, e os olhos deste estavam fixados nas prostitutas do fundo. Não o criticava. Afinal, ele era homem. Uma dessas prostitutas caminhou na direcção de Jack.
- Jack! - chamei-o eu.
- Não me digas que estás com ciúmes Jane. - disse-me Jack agarrando-se à prostituta e beijando-a.Confesso que aquele beijo me deixou cheia de ciúmes. Decidi ir lá e separá-los. - O que é que estás a fazer? - perguntou-me Jack.
- Com a sua licença... - disse eu à prostituta puxando Jack para ao pé de mim. - Jack, nós temos uma missão, e esta não é a altura ideal para te renderes aos prazeres do sexo!
- Jane, sou homem. - disse Jack. - Mas eu ia resistir. - respondeu-me ele olhando novamente para a prostituta. - Ah, e Jane...ficas irresistível quando estás com ciúmes.
Virei-lhe as costas e sentei-me num banco, pensando no que iria fazer a seguir.
- És a primeira mulher não prostituta que aqui entra! - disse-me uma voz masculina.
- Penso que isso seja bom... - disse-lhe eu.
- És nova aqui, não és? - perguntou-me.
- Estou só de passagem! - afirmei, pegando numa caneca de cerveja e olhando para dentro dela.
- Chamo-me Karev! - apresentou-se.
- Jane Deverport. - apresentei-me.
- O que é que uma menina bonita como tu, com a vida pela frente faz aqui em Port Royal?
- Procuro informações...
- E que informações precisas? - perguntou-me.
- O que sabes sobre Black Diamond? - perguntei-lhe aproximando-me dele.
- És corajosa Jane. - disse-me Karev. Nesse momento reparei que tinha uns belos olhos azuis. - Uma menina como tu em querer saber disso. És única.
- Podes ajudar-me? - perguntei-lhe.
- Pouco sei. - respondeu-me. - Aqui em Port Royal, esse assunto ainda não foi esquecido. É procurado desde sempre, mas há mais de quatro anos que ninguém sabe do seu paradeiro. Dizem que morreu. - Karev fez uma pausa. - Hum, não acredito. Tentei alistar-me na marinha para o tentar apanhar, mas era demasiado novo. Apenas sei que falavam na cidade do ouro perdida. - Nesse momento a minha atenção acentuou-se. - Nessa parte, já não sei se acredito. Black Diamond está metido numa ´serie de histórias e de lendas, e só os loucos acreditam nelas. - Partindo das palavras dele, eu era uma louca, portanto. - Estupidez, milhares de espanhóis perderam a vida por causa dessa lenda do El Dourado.
- Só os loucos acreditam nela não é? - perguntei-lhe. - Está certo. - Deixei umas moedas no balcão e levantei-me.
Karev olhou para mim e sorriu-me. - Boa sorte nisso Jane.
- Obrigada...
Fiz sinal ao Sr. Thomas, mas este estava com alguma dificuldade em transportar Marcus, por isso fui ajudá-lo.
- Onde está o Jack? - perguntei eu.
- Desapareceu. - respondeu-me o Sr. Thomas.
- Saiu com uma daquelas prostitutas. - disse Marcus completamente bêbado.
- É bom que te cales Marcus, ou ficas a dormir no areal. - avisei-o eu.
- Deixamos o Jack para trás? - perguntou-me o Sr. Thomas. - Segundo o código...
- Um homem que fica para trás é deixado para trás! - exclamou Marcus rindo-se descontroladamente.
- Eu não o deixo para trás! - exclamei eu. - Thomas, faz sinal aos homens para voltarem ao navio. Eu vou procurar o Jack.

Fiquei sozinha na cidade. Não tinha medo. Tinha a minha espada e a minha pistola. Ninguém se iria atrever a fazer-me frente. Imaginava esta cidade mais rica e diferente e todas as outras onde já tinha estado. Uma rua escura e tenebrosa estava diante dos meus olhos. Cheirava-me a perigo, e associei logo à personalidade de Jack, por isso decidi avançar. À medida que me aproximava conseguia ouvir vozes. Uma delas afastava-se cada vez mais, mas a outra estava cada vez mais próxima. Era a voz de Jack. Espreitei por detrás de um barril, e Jack estava sentado no chão e tinha o braço direito a sangrar. Corri para junto de si.
- Jack! - exclamei eu. - O que aconteceu?
- Jane? - perguntou Jack. - O que é que estás aí a fazer?
- Isso pergunto-te eu. - exclamei ajudando-o a levantar. - Vamos sair daqui.
- Obrigada por me ajudares! - agradeceu Jack.
A sua voz tornou-se mais doce e querida, o que me encantou. - Menos conversa Sr. Nilton, vamos voltar para o navio.

5 comentários:

  1. O que tera acontecido ??



    Rita

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  2. o que é que aconteceu a Jack? foi o Black Diamont!!!!! tenho a certexa absolutaa :P

    esta a ser bastante fixe ^^

    Joana

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  3. Prima tens um dom natural para escrever :)
    Estou a gostar bastante da tua história =)

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  4. Obrigada priminho:D
    é sempre bom receber elogios destes:D
    Continua a acompanhar:)

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